Parece que o mundo gira mais quando paramos de correr

Você já tentou segurar uma borboleta? Ela se debate, fica histérica, morrendo de medo. Isto quando tentamos pegá-la pelas asas, que de tão frágeis, acabam se partindo. Quando seguramos pelo corpo, ou ela foge ou acaba morrendo esmagada pelos nossos dedos. Parece que nós nunca conseguimos alcançar o equilíbrio entre a força e a delicadeza que as deixa presas e vivas ao mesmo tempo.

Porém, quando não tentamos pegá-las, as borboletas vêm até nós. Se ficamos quietos, se não fazemos movimentos bruscos, se esperamos, elas se aproximam e nos rodeiam até pousar em algum lugar bem perto ou até mesmo em alguma parte do nosso corpo. Quando quietos, inspiramos confiança. Não somos uma ameaça.

Assim como as borboletas, algumas pessoas não precisam e nem podem, nem devem, ser agarradas. Por mais que nos esforcemos, elas vão embora e não há nada que possamos fazer. Não podemos convencê-las a ficar e não é porque não somos fortes o suficiente para isso. Às vezes, é porque temos força demais.

Longe de mim querer parecer uma coach life style aqui, mas algumas coisas precisam de calma para se concretizar. Confia no destino, deixa o deus do tempo agir; mais cedo ou mais tarde vai fazer sentido. Por mais estranho que pareça, parece que o mundo gira mais quando paramos de correr.

E se quem você tinha foi embora, ok, tinha que acontecer. Se tiver que ser seu, voltará. Se não voltar, é porque nunca te pertenceu.

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